O bom filho à casa torna!

And just like that, 6 anos depois, estou de volta nesse ambiente de desabafo, compartilhamento e interação que sempre me fez tão bem. Em pensar que, de lá pra cá, TANTA coisa aconteceu… mas o sorriso no rosto e o otimismo insuportável de sempre continuam os mesmos. Já fazia algum tempo que eu ensaiava voltar pro meu blog querido – tão simples, mas feito de coração.

Foto de Marina Maeda do nosso casamento em Dezembro de 2022

Bom, vamos de atualizações desses últimos anos! Logo após conhecer o amor da minha vida, já começamos a formar nossa família. E hoje somos pais do Emanuel (Manny), da Clara e do Caetano, que mora no céu. Nos mudamos de casa três vezes e estamos no processo de ir pra nossa própria casinha em breve. Viajamos para o Brasil, Indonésia, Emirados Árabes, Vietnã e Japão. Tivemos uma festa lindíssima de casamento com nossa família e melhores amigos. Tive o privilégio de receber meus pais por três vezes na minha casa aqui na Austrália. Corri 10km. Fui desde o curso de gastronomia comercial ao curso de estética, pra exercer mesmo atendimento ao público em um… café! Há três anos trabalho com algo que me dá muito prazer. Ah, já ia me esquecendo que também trabalho na loja de uniforme da escola do Manny. Sabem como é, aquela vida profissional que mais parece uma homenagem ao Ronaldinho, grande Rei do Rolê Aleatório, e que, inclusive, dá nome ao nosso cachorrinho. Eu também conquistei a cidadania australiana, ao lado das amizades que estão comigo desde o comecinho, quando tudo isso aqui era mato.

A nova foto da capa do blog nasceu de uma arte digitalizada de um café que eu mesma fiz. Eu não sou barista, muito menos estou em processo de ser. Mas quero aprender novas habilidades, adicionar possibilidades à lista do que eu posso fazer na vida e me desenvolver. Ainda vou ter muito o que falar sobre essa minha aventura no café espresso e latte art nas próximas publicações, por agora vamos falar sobre os posts antigos.

Estava relendo alguns e, no último deles, eu achei interessante quando falei que mesmo quando estamos em lágrimas, o mundo não pára de girar. Há pouco mais de dois anos eu perdi meu filho caçula subtamente num caso de parto de extrema prematuridade. Dias antes, eu e ele estavamos ótimos. Fomos à academia, fomos trabalhar na manhã anterior. De repente, por uma infecção bacteriana desconhecida, entrei em trabalho de parto e, naquele começo de tarde de domingo, dei a luz ao Caetano, com 17 semanas de gestação. Ele era pequeno demais para sobreviver à esse mundão de meu Deus, mas estava tão saudável e forte, o meu menino. Ficou conosco até o fim do do dia, partindo serenamente de volta aos braços do Pai. Foi um choque pra nossa família e eu entrei em um processo de dor tão profundo que parecia que eu nunca mais ia subir de volta à superfície. Enquanto isso, o mundo continuou a girar. Precisei seguir a diante. Uma semana depois, Manny começou na Pré Escola e eu tinha que estar lá com ele e para ele.

“Você vai sobrevier a 100% dos seus dias ruins”, disse eu no post de 26 de Maio de 2018. E sobrevivi. O buraco que aquela dor abriu em mim nunca mais fechou, mas esse mesmo post eu encerrei com a frase “Você é mais forte do que pensa e será mais feliz do que imagina”. A força que uma mãe de anjo necessita pra seguir com a vida é sobrenatural, proporcional ao tamanho da minha felicidade. Talvez a fonte que me dá a força para superar a dor seja a mesma que me faz feliz.

Agora, uma coisa que me intriga foi eu ter afirmado que o Hexa viria na Copa do Mundo da Rússia. Gente, nós não passamos perto da taça nem na Rússia e nem no Qatar! Aonde que eu estava com a cabeça com uma previsão dessas? Veja só, eu e meu otimismo de sempre. E é esse otimismo que me faz levar a vida como se fosse um grande evento, ainda que a rotina dos dias comuns seja minha melhor amiga. São as pequenas bençãos do dia a dia que me fazem reconhecer a dádiva divina que é viver.

Hoje não tem texto com introdução, desenvolvimento e conclusão. São só palavras vindas do coração, tentando trazer de volta aquilo que, um dia, foi meu canal de comunicação com aqueles a quem eu deixei lá em 2016. Eu gosto de escrever e espero que vocês ainda gostem de me ler. Por que tudo isso aqui um dia já foi apenas um sonho.

Vocês não sabem o prazer que é estar de volta!

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